Sistemas de climatização respondem por cerca de 40% do consumo de energia em edificações comerciais, segundo o Departamento de Energia dos EUA. É a maior fatia de qualquer uso final, num setor que no Brasil faturou R$ 50 bilhões em 2025. Um setor grande, em transformação, e com impacto direto sobre o clima, a qualidade do ar e o futuro das edificações.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Denteck escolheu falar sobre isso: o que está mudando, e o que ainda precisa mudar, no setor de climatização para que ele se torne parte da solução, e não do problema.
Eficiência energética: instalar bem e manter bem virou prioridade de mercado
Em 2025, o segmento de instalação e manutenção cresceu 20,7% no setor, mais do que qualquer outra área da cadeia, segundo a ABRAVA. A projeção para 2026 é de crescimento de outros 19,8%. Isso diz algo: tecnologia disponível não falta, o gargalo está em garantir que os sistemas funcionem bem ao longo do tempo.
Tecnologia inverter, automação predial e equipamentos com certificação Procel A já são opções disponíveis e acessíveis no mercado. Mas um sistema mal dimensionado ou mal conservado pode consumir significativamente mais energia do que deveria, sem que ninguém perceba, até a conta chegar. E o impacto vai além da energia: pesquisas do MIT e do ASHRAE mostram que quando os níveis de CO₂ em ambientes fechados passam de 1.000 ppm, algo comum em salas de reunião mal ventiladas, os efeitos incluem sonolência e queda na capacidade de concentração. Um sistema bem mantido filtra e renova o ar adequadamente. Faz parte do mesmo cuidado.
Para gestores de operações, isso não é detalhe técnico. É custo fixo que pode ser reduzido, e qualidade de ambiente que pode ser melhorada, com decisões mais informadas sobre climatização.
Gases refrigerantes: o Brasil assumiu compromissos que mudam o mercado a partir de agora
Os gases refrigerantes usados em sistemas de ar condicionado variam muito em impacto climático, e essa diferença importa. O R-410A, ainda amplamente usado no Brasil, tem impacto climático quase 2.000 vezes maior que o CO₂. Os substitutos mais modernos, como o R-32 e os HFOs, reduzem esse impacto em 65% a 78%, segundo o 5º Relatório do IPCC.
Em 2023, o Brasil ratificou a Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, comprometendo-se a congelar o consumo desses gases em 2024 e reduzi-los gradualmente até 2047. Isso não é perspectiva futura: é regulamentação em vigor. Para empresas, significa que equipamentos adquiridos hoje precisam ser compatíveis com essa transição, sob risco de ficarem obsoletos antes do esperado.
Economia circular: descarte de equipamentos começa a entrar na pauta regulatória
Sustentabilidade na climatização não termina quando o equipamento é instalado. Quando ele chega ao fim do ciclo, os componentes precisam ser recuperados e o gás, recolhido com segurança, não liberado na atmosfera. No Brasil, a logística reversa de fluidos refrigerantes e suas embalagens já está em discussão nas câmaras ambientais do setor, com movimentação regulatória em andamento.
Fechar esse ciclo com responsabilidade, do projeto ao descarte, é o que torna uma operação genuinamente sustentável.
Nosso papel nessa transformação
Distribuir equipamentos é o ponto de entrada, não o de chegada. Quem está no meio dessa cadeia, como a Denteck, tem responsabilidade sobre o que chega ao mercado: quais tecnologias, com que padrão técnico, e com que nível de suporte para instalação e manutenção. Trabalhamos com marcas alinhadas às novas exigências ambientais e apoiamos os profissionais técnicos com informação e capacitação, porque sustentabilidade no setor de climatização só se realiza quando toda a cadeia funciona bem, da especificação do projeto ao fim da vida útil do equipamento.
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, vale lembrar que as escolhas feitas agora no setor de climatização, quais tecnologias adotar, como manter os sistemas e o que fazer com eles no fim da vida útil, têm consequências reais sobre o clima e sobre os ambientes que habitamos.